10 PRINCÍPIOS DA QUALIDADE TOTAL Delegação: a hora e a vez da liderança eficaz (o 7º princípio)

Este artigo é dedicado aos profissionais líderes que também são pais e mães e que exercem a liderança dentro de seus lares.

 

Olá pessoal!

O 7o princípio de Juran é o da delegação. Sem a delegação uma liderança não é eficaz e não possui qualidade.

Segundo o Aurélio delegar significa: “… ato ou efeito de delegar; comissão que dá a alguém o direito de agir em nome de outrem, quer em caráter particular, quer em caráter público…” Já Stoner ([1]) define delegação como o “…ato de atribuir a um subordinado, autoridade formal e responsabilidade pela realização de atividades específicas”  (grifo por minha conta). Em Qualidade Total (SEBRAE) delegar significa “ …colocar o poder onde ocorre a ação”.

Portanto, à luz deste conceitos, meus amigos administradores, delegar não significa:

  • Simplesmente designar trabalhos para os outros e mandar que os façam;
  • Abandonar sua função gerencial
  • Perder o controle, ou deixar de controlar e;
  • Que você vai parar de tomar decisões – neste caso você pode ter o seu fardo dividido devido a decisões compartilhadas.

Três pré requisitos são importantes para uma delegação eficaz:

  1. A disposição do líder em dar aos liderados liberdade real para alcançar os objetivos delegados;
  2. Comunicação aberta entre líder e liderados; e
  3. Capacidade do líder em analisar fatores como cultura da organização, requisitos da tarefa e competência dos liderados.

Considerando estes pré requisitos, para preparar o grupo subordinado no processo de delegação, o líder poderá executar com segurança as tarefas abaixo dentro da visão clássica e da visão contemporânea da delegação:

  1. Estabelecer uma linha clara de autoridade, indo do nível mais alto até o nível mais baixo, para que se saiba quem é quem na organização. E, tão importante quanto estabelecer esta relação, é apóia-la, ou seja, respeitá-la e apoiar o respeito de todos a ela. Em linguagem pragmática: dizer quem é quem e quem é responsável pelo que.
  2. Para evitar confusão, cada pessoa deve prestar contas a apenas um superior. Mesmo em pequenas estruturas ou organizações onde os sócios dividem as funções, a autoridade deve ser claramente estabelecida para evitar conflitos de poder (um manda fazer e outro manda desfazer). Em linguagem pragmática: não se serve a dois senhores.
  3. Atribuir a responsabilidade pelas tarefas específicas aos níveis organizacionais mais baixos, em que exista capacidade (competência) e informação suficientes para realizá-las com sucesso. Em linguagem pragmática: seja gerente e não executor.
  4. Dar aos subordinados autoridade suficiente para realizar as tarefas delegadas. Em linguagem pragmática: apóie mesmo em caso de erros involuntários.
  5. Certificar-se que os subordinados entendam que são responsáveis por resultados específicos. Em linguagem pragmática: mostre sempre o que se espera deles pois não há vento favorável para quem não sabe aonde vai.
  6. Decidir quais tarefas serão delegadas. Em linguagem pragmática: o que eles podem/não podem fazer, precisam/não precisam fazer, querem/não querem fazer.
  7. Decidir quem deve receber a delegação. Em linguagem pragmática: o responsável por isto é fulano.
  8. Efetivar a delegação com os recursos necessários. Em linguagem pragmática: não o deixe no deserto sem água.
  9. Estabelecer um sistema de feed back para controlar os resultados (monitoramento de processos e produtos são excelentes sistemas de feed back). Em linguagem pragmática: avalie por aquilo que foi combinado, que não é caro.

Delegação 002 Nosso papel enquanto líderes e pessoas é apoiar todos os esforços em busca da delegação. De nossa parte buscando aprender e apreender com nossas experiências. Em nossa vida particular podemos aproveitar esses princípios de maneira muito útil. Vejamos:

Somos líderes em algum momento de nossas vidas, como pais, irmãos, amigos, etc..

  • Como pais verificamos que uso excessivo de autoridade nem sempre ensina disciplina; aqui falta o exercício maduro da delegação.
  • Por outro lado excesso de liberdade nem sempre tem como resultado maturidade nas decisões; aqui também falta a aplicação de alguns dos ensinamentos acima.
  • Costumamos confundir autoridade com liderança: exemplos disso são reuniões de condomínio ou da associação dos amigos do bairro.
  • Pouco paramos quando aqueles que dependem de nós nos procuram para ajudarmos a resolver quaisquer dúvidas; e normalmente não delegamos e sim transferimos o problema (fale com sua mãe, fale com seu pai, etc.).
  • É comum encontrarmos pais cujos filhos são dependentes de drogas (e essa proporção entre jovens dependentes/independentes está cada vez mais próxima. Será que esses pais executaram em casa todas as nove tarefas acima descritas? Muito possivelmente não.
  • Estamos dando atenção adequada e apoiando nossos filhos quando eles erram; estamos utilizando a experiência de seus erros como aprendizado ou apenas para punir.
  • Eles sabem exatamente o que espera deles como filhos e nós deixamos claro o que queremos como pais? E assim por diante…

Portanto, em nossa vida pessoal vamos aplicar o pragmatismo descrito acima e quem sabe não podemos ajudar a criar melhores seres humanos através de uma liderança e delegação adequadas com aqueles a quem amamos.

[1] Administração, James A.. F. Stoner e R. Edward Freeman,  5a edição, LTC Editora.

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